quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Spok Frevo Orquestra e Humaitá pra Peixe

Sem pré-aviso acabei indo pro Rio no fim da semana passada e vi algumas coisinhas muito interessantes que eu quero contar pra vocês.

Você já teve vontade de dançar ouvindo uma orquestra? Pois eu tive, no show da SpokFrevo Orquestra. Ele aconteceu na quinta-feira passada no Canecão e me surpreendeu. Pra você ter idéia, eu, que sou uma pessoa que praticamente abomina carnaval, fiquei até com vontade de passar o carnaval em Recife.

Além de assistir um show ótimo, por um precinho minúsculo, com direito a dança, várias participações especiais e canja dos famosos da platéia (Lenine e Beth Carvalho), aprendi um pouco sobre o frevo e suas vertentes com uma divertida explicação do maestro Spok.

Não deixe de ler o post que o Bernardo Mortimer do blog Sobre Música escreveu.

Veja algumas fotos que eu tirei:

Spok Frevo Orquestra

Spok Frevo Orquestra

Spok Frevo Orquestra

Spok Frevo Orquestra

Spok Frevo Orquestra

Spok Frevo Orquestra

Depois, na sexta acabei não indo a nenhum evento musical, mas a um desfile do Fashion Rio. Como esse não é o assunto do blog vou pular essa parte e ir direto pro sábado do festival Humaitá pra Peixe.

A noite começou com a banda Manacá que parece estar fazendo um certo sucesso no Rio de Janeiro, com muitos fãs que encheram a sala Baden Powell. Ouvi a banda pela primeira vez ali, ao vivo. Acho isso ótimo já que gravações muitas vezes não passam exatamente o espírito da coisa.

Devo dizer que não entendi porque o show deles ficou mais cheio do que o do Frank Jorge.

Comecemos pelo visual da banda. A moça nos vocais é bonita e canta superbem, mas o seu figurino circense não tinha absolutamente nada a ver com o resto da banda, que se vestia com roupas comuns. Seguir uma unidade visual no palco é muito importante porque ajuda a fortelecer o conceito que a banda quer passar.

As letras, com temáticas religiosas e sertanistas tampouco me agradaram, mas isso é questão de gosto. Então vamos aos fatos. Como bem apontou o músico ao meu lado, a banda não tem dinâmica. As canções já começam na pauleira, não se cria tensão para preparar para o refrão (fazer música é como contar uma história) e as melodias são pouco marcantes. O baixo, muito alto e cheio de firulas formava, junto com a bateria também muito forte, uma massa de som que abafava todo o resto. Ficou parecendo futebol de meninas no colégio, com todo mundo querendo chutar a bola ao mesmo tempo, mas o que acaba acontecendo é um chutando a canela do outro. O violoncelista, coitado, podia ser facilmente descartado no meio daquela zoeira toda. Devo ter conseguido ouvir umas 2 notas de tudo que ele tocou.

Manacá

No meio do show saí para beber algumas cervejas e voltei para ver o Frank Jorge, que faz um tipo de rock que me agrada bem mais. Simples e direto, o músico entrou no palco e faz o que tinha que fazer sem exageros, com bom-humor e qualidade. Rock bom é isso aí, bem-humorado e direto.

Frank Jorge

O festival é muito bacana e espero poder ir a mais eventos como esse aí no Rio.