quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Tim Festival 2007 - Show a show

Além de ter sido o mais caro e mais desorganizado Tim Festival da história, o evento desse ano pecou no ponto que diferencia um bom festival da picaretagem: a qualidade do som. Quase todos os shows que assisti começaram com algum problema grave, que foi ajustado durante a apresentação.

Bom, parei de reclamar, agora vou contar toda a minha saga.

Cheguei ao Marina da Glória 5 minutos antes do primeiro show que eu ia assistir: Anthony and the Johnsons abrindo para a Bjork. O show foi muito bonito, rápido e quente. O ar condicionado geladinho de outrora, dessa vez não deu onda nem antes do primeiro show começar. O som estava baixo, e acho que teria sido mais apropriado que fosse feito para um público menor e com platéia sentada. Não consegui tirar boas fotos, pois a iluminação do palco fraquinha e eu não tenho a manha de tirar foto no escuro.

Intervalo. Logo o show da Bjork começou. Esse provavelmente foi o melhor show dos que eu fui esse ano. Devo dizer que inclusive foi surpreendente. Eu já estava criando uma preguiça da Bjork, mas o show foi tão sensacional, colorido, animado, com um set list de primeira, que eu voltei a gostar dela. Bjork tocou uma das minhas preferidas, Hyper Ballad, e durante essa música o show tomou outro rumo, mais eletrônico e pesado. A voz dela é impecável.

Tim Festival 2007 - Bjork

Tim Festival 2007 - Bjork

Depois de ver a verdadeira diva no palco Tim Volta, fui pro palco erroneamente denominado Divas. Aliás, esse palco foi puro desastre, começando pelo cancelamento do show da Feist em cima da hora. Resolveram substituir com o Anthony and the Johnsons. O próprio Anthony brincou dizendo: “As you can see, I am not Feist. She is much skinnier than me. That bitch!”. Bem humorado, Anthony repetiu o show de mais cedo, com algumas modificações no set list. Nesse eu consegui tirar algumas fotos.

Tim Festival 2007 - Antony and The Johnsons

Durante o show recebi informações dos meus insiders de que o show do Arctic Monkeys estava prestes a começar no outro palco. Fui correndo e entrei rapidinho, já que a fila monstruosa que se formava desde cedo já tinha acabado.

O show começou com a voz do Alex Turner cheia de eco. Um horror. Depois consertaram. Aí o show ficou bom mesmo! Um hit emendando no outro. Tudo muito bem ensaiado, cheio de energia e apesar de não serem extravagantes na performance, esses meninos estavam fazendo um belo show.

Tim Festival 2007 - Arctic Monkeys

Inesperadamente, mais um informante me avisou que o show da Cat Power começava no palco Divas. Achei estranho, já que depois de Antony, ainda teria o show da Cibelle e só depois o da Chan, o que daria tempo de sobra para ver os Arctic Monkeys até o fim. Sai durante a ótima “Fluorescent Adolescent”, e perdi uma das minhas preferidas, “Choo, choo”.

Corri debaixo de chuva e cheguei depois que a Cat Power já tinha tocado umas 5 músicas. Muito linda, vestindo luvinhas Chanel e um gravata dispensável, a cantora fez um show animado, numa onda bem blues, tocou covers e fez dancinhas. Muito expressiva, ela demonstrou carinho pelo público. Infelizmente, mais uma vez, a qualidade do som deixou a desejar. A voz de Chan muitas vezes ficou escondida por outros instrumentos. Mesmo assim foi lindo. Só faltou ela pegar um sabonete e falar: "Sou uma Diva!"

Tim Festival 2007 - Cat Power

Saí e fui encontrar amigos perdidos para ir embora, e qual não é a minha surpresa quando uma voz anuncia que a Cibelle ainda ia tocar no palco Divas. Ah... francamente. Aí eu achei palhaçada. Não que eu estivesse a fim de ver o show dela, mas isso foi o atestado da desorganização.

De qualquer forma, a competência dos artistas superou a falta de competência dos organizadores, e o resultado foi bom. Voltei pra casa morta, faminta, mas feliz.

No outro dia fui para ver apenas o show do Killers, que na verdade eu acho bem farofento, mas tem perfil de banda boa ao vivo.

O trânsito caótico e um taxista duvidoso me fizeram chegar atrasada pro show da Juliette and the Licks, que abria para os Killers. Achei até bom ter chegado atrasada. Apesar de eu não saber apontar o que exatamente está errado, achei que não convence. Na verdade a banda é bem correta, segue direitinho a cartilha de como fazer uma banda de rock, mas exatamente por seguir cartilha, não é rock and roll de verdade. A melhor definição foi a da minha amiga Grá: parece banda de filme.

Tim Festival 2007 - Juliette and The Licks

Depois veio Killers com um show realmente animado, um público insandecido, e bem comandado pelo front man. Eu não conhecia muitas músicas, mas me diverti. No entanto saí do show me perguntando se eu não devia ter vendido o ingresso na porta. Ainda mais depois que eu soube que o preço de mercado informal havia atingido os R$225!

Tim Festival 2007 - The Killers

Quem quiser ver mais fotos que eu tirei, visite o flickr. Quem quiser usar fotos, favor DAR O CRÉDITO! E de preferência me avisar que usou.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Tim Festival 2007 - a grande decepção

Eu sou fã do Tim Festival, vou a todos desde que tenho idade pra ir e normalmente tenho só elogios para fazer. Eu tenho experência para dizer que esse Tim Festival (no Rio) foi o mais desorganizado de todos os tempos. Os pontos mais baixos foram:

• Cancelamento de vários shows como Feist, Roberta Gambarini e todo o palco Novo Rock BR.
• Desorganização do palco Divas, que acabou deixando a brasileira Cibelle por último, depois de todas as atrações. A moça tocou para meia dúzia de pessoas e ainda ficou tomando choque no palco.
• Dois dias de festival, ao invés de 3, como era antigamente e aglomeração de grandes atrações no primeiro dia.
• Ar condicionado praticamente inexistente.

Quem quiser ver as fotos que eu tirei visite o meu flickr.
Aguardem, que logo mais eu faço um post contando tudo com detalhes.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Feist cancela shows no Brasil


Bad, bad news... A Feist acabou de cancelar seus shows no Tim Festival. Com ingressos esgotados ela era uma das atrações mais esperadas por muita gente. Tenho certeza que vários fãs vão ficar decepcionadíssimos com a notícia. Ela justificou a falta dizendo que está com labirintite. Sei não... será que é medinho do caos no Rio?

Feist foi a segunda atração do Tim 2007 cancelada por motivos de doença. A cantora italiana Roberta Gambarini que participaria do palco Jazz Europeu foi substituída pela sueca Lisa Ekdahl. Ela teve problemas nas cordas vocais.

O Rebouças e o Tim

Uma mistura de alegria e pânico invade meu ser. Não sei exatamente como andam as coisas no Rio de Janeiro depois da chuva, dos deslizamentos de terra, do fechamento do Rebouças, do Caveirão pirata e tudo mais. O fato é que a minha passagem está comprada, meus ingressos pro Tim Festival também e eu estou indo pra lá hoje a noite.

A cada ano um grande acontecimento marca a minha ida ao Rio para ver os shows do Tim. Já teve conversa com a Narcisa pela telefone(com direito a convite para um champanhe no Copa), encontro casual com Chico Buarque na padaria, um quase-salto do táxi em alta velocidade, entre muitas outras aventuras. O tal fechamento do túnel já me avisa que esse ano me reserva muitas surpresas.

Pretendo ir a vários shows, tirar várias fotos e contar tudo aqui no blog na segunda-feira, isso se eu conseguir voltar pra casa. É que eu resolvi me arriscar e comprar uma passagem de avião da Ocean Air para voltar para BH. O vôo está marcado para o domingo a tarde e sai do Santos Dumont, mas ontem, por causa da chuva, todos os vôos saindo ou chegando de lá foram cancelados. Tomara faça sol no domingo.

Abaixo um vídeo com um pouco do que nos espera amanhã. Será que ela vai estar com esse penteado?

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Mudando, mais uma vez...

Já tenho esse blog há quase dois anos e ele mudou muito durante esse tempo. Há alguns meses resolvi criar uma certa rotina de posts com dias fixos para tipos diferentes de post. Eram as segundas de download, as terças de cover, as quartas de vídeo, as quintas de lista (que eu abandonei logo de cara) e as sextas de sofazão.

Experimentei e não gostei. Acho que o blog ficou monótono, eu acabei ficando muito presa aos temas e falando pouco de outras coisas interessantes que aconteciam no mundo da música. Além disso, os posts ficaram sem personalidade, muito iguais, muito automáticos.

Tá certo que postar mais frequentemente aumentou muito as visitas diárias. Mas para mim, qualidade é melhor que quantidade. Prefiro ter leitores assíduos (ou assinantes), que vêm aqui pelo conteúdo ao invés de um público que cai aqui de pára-quedas (e que nunca mais vai voltar) porque escrevi sobre o assunto mais buscado do dia.

Dos posts fixos, o único que vou manter é o sofazão, que se tornou um verdadeiro sucesso do mundo digital, com muitos fãs e recebendo elogios mil. Além disso, adoro receber visitas, saber o que o pessoal tem escutado, receber dicas de coisas diferentes do que eu costumo escutar. Adoro ver a empolgação de alguns convidados que não ficam satisfeitos em apenas dar a dica, mas que realmente se envolvem, pesquisam e dão um verdadeiro show de bom gosto no sofazão.

O blog Síncope volta a ser atualizado com menos freqüência, mas com mais qualidade. Espero que vocês gostem.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Top 10 da semana

Há uma semana o Radiohead lançou o seu tão esperado 7º disco, disponibilizado para download no site oficial. Meio mundo baixou, ouviu e o resultado pode ser medido pelas charts do last.fm:

radiohead Chart

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Vendo: Ingresso do Tim Rio





Pessoal,

Alguém tem interesse em adquirir um ingresso para o palco Euro Jazz (20h, 27/10, sábado) do Tim Festival no Rio? O ingresso é de estudante, custa R$70,00 e dá acesso aos seguintes shows:

• Eldar
• Roberta Gambarini Quartet
• Sylvain Luc Quartet
• Stefano Di Battista Quartet

Quem quiser, entre em contato pelos comentários ou pelo e-mail isabelfurtado@gmail.com

Obrigada pela atenção.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Justice: D.A.N.C.E. ao vivo

Acho que todo mundo já assistiu ao vídeo do Justice, da música D.A.N.C.E, aquele das camisetas. A banda se apresentou tocando a música no programa do Jimmy Kimmel, e apresentação ao vivo foi quase tão legal quanto o vídeo original, mas com certeza foi mais engraçada.

Vídeo: Neon Bible - The Arcade Fire

Como não podia deixar de ser, o vídeo da semana é o incrível vídeo interativo que o Arcade Fire fez para a música "Neon Bible".

neon bible

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Cover: Youth Group com "Forever Young"

O cover dessa semana não é exatamente uma novidade, mas eu gosto muito. Ele foi lançado em 2005 na trilha sonora da série The O.C. pela banda australiana Youth Group. É a música "Forever Young" que foi originalmente lançada em 1984 pelo grupo alemão Alphaville. A outra música de sucesso deles foi "Big in Japan" que eu, sinceramente, nunca tinha escutado.

Escute a versão original de "Forever Young":



E a cópia:

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Sofazão: Daniel Poeira

Inspirada pelo Indie desse ano que começou ontem, chamei para o sofazão dessa semana um convidado que eu conheci no Indie do ano passado, o Daniel Poeira. Poeira foi meu companheiro na empreitada de escrever o blog oficial do Indie 2006. Além de ver e comentar os filmes, ele me apresentou o famoso yakisoba da padaria ao lado do Usina, que é sensacional. Mas se você acha que vai poder provar essa iguaria durante as filas desse ano, não se anime. Fui lá outro dia, quente no yakisoba, e ele já não existe mais.

O Daniel toca baixo na banda Esquadrão Atari, é professor na Escola de Belas Artes e como vocês podem ver, é rockeiro de nascença. Saiba o que é que ele mais escuta atualmente.

Desde que eu era criança, sempre gostei de rock. Mas só depois de velho é que eu comecei a entender por que. O que é que fazer certas bandas serem tão especiais enquanto outras, esteticamente parecidas, não têm a menor graça? Certamente não é o corte de cabelo, nem as roupas, nem a marca dos instrumentos.

Existe alguma coisa que transforma a música em rock, que eu não sei bem o que é, mas eu apelidei de "sacanagem". É uma certa malícia, uma mistura de senso de humor com uma visão de mundo levemente niilista e totalmente ateísta, com uma forte carga de sensualidade. Veja bem: sensualidade não é sexo. Mas não tem nada a ver com amor. É a diferença entre o James Brown e o CPM-22. É uma coisa sutil, mas que faz toda a diferença.

Outra coisa que eu gosto no rock é a falta de regras. Eu sempre odiei escola, exército, emprego, qualquer forma de repressão hierárquica onde alguém me falasse o que eu tinha que fazer. E não tem nada mais anti-rock´n´roll do que uma banda falando "tira o pé do chão", "vamos dançar", "rock nacional é melhor do que o americano" e outras sandices. Por outro lado, bandas que ficam falando "desculpem nossas falhas", "nos perdoem por não termos ensaiado" também estão no extremo oposto do que o rock pode (deve?) ser. Uma banda de rock realmente boa apenas sobe no palco e faz o que tem que fazer, cativando o público com sua postura e sua música, e não com ordens ou pedidos de desculpa. A sedução acontece muito mais com o movimento, o toque e o olhar do que com palavras.

Tá, mas aonde eu estou querendo chegar com tudo isso? Acontece que raros são os momentos na vida de um rockeiro em que ele se depara com um grupo de pessoas realmente rock´n´roll, que consegue juntar tudo isso que eu falei em uma banda de rock com músicas realmente boas. Qual seria então a probabilidade de um bando de malucos, vindos de várias bandas diferentes, se juntar em um estúdio no meio do deserto (literalmente), tomar um monte de drogas esquisitas, e fazer músicas experimentais, com um resultado ao mesmo tempo engraçado, sublime, poético, romântico, e heavy metal?

O nome disso é Desert Sessions.

A partir de 1998, Josh "Queens of the Stone Age" Homme começou a fazer jam sessions com seus amigos em um estúdio chamado Rancho de la Luna, no meio de um deserto na Califórnia. Ao longo dos anos, o projeto já lançou 10 EPs, num total de quase 60 faixas. Eles já se apresentaram ao vivo no festival de Coachella e no Jools Holland, mas seu foco principal são as jam sessions e os discos.

Os amigos de Homme que já passaram pelo projeto incluem integrantes de bandas como Queens of the Stone Age, Kyuss, Eagles of Death Metal, Screaming Trees, Mondo Generator, Peaches, Fu Manchu, Brant Bjork & The Bros, Soundgarden, The Dwarves, Hole, Mötley Crüe, Ween, The Vandals, Devo, A Perfect Circle, Nine Inch Nails, Marilyn Manson, Danzig, além da própria PJ Harvey em pessoa.

Quem quiser conferir o trabalho desse "alt rock all-stars" pode baixar esse torrent, que inclui não apenas os 10 discos do Desert Sessions, mas também as discografias completas do Queens of the Stone Age, dos Eagles of Death Metal e do Kyuss. Todas essas bandas são interligadas não apenas por terem integrantes em comum, mas por virem da mesma tradição rockeira.

Divrta-se. E, como diz o pastor na primeira faixa do Desert... "do not listen to anyone!!!"


Site oficial do Desert Sessions

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Vídeo: Fluorescent Adolescent

Fiquei pensando em que vídeo postar aqui hoje e como falta menos de 1 mês para o Tim Festival 2007 resolvi colocar o de alguma das atrações do evento. Essa música é provavelmente a melhor do segundo disco dos Arctic Monkeys e o clockwork-orange-like-video é bem bacana.



Todo mundo tem que aprender a letra pra cantar junto no show e não vale roubar e dar aquela enrolada na parte rapidinha.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Cover de terça: Giant Drag faz Madonna


Na semana passada eu já postei um cover de Madonna, mas esse ficou muito bom, então vou postar mais um da diva. Esse foi feito pelo Giant Drag que é uma banda de uma moça só: Annie Hardy. Na verdade o músico Micah Calabrese participa como instrumentista, mas a própria Annie se considera a única integrante.

Essa música da Madonna que o Giant Drag gravou é a "Oh Father", originalmente está disco "Like a Prayer". É uma música inusitada para se fazer um cover, mas ficou bastante bom.


powered by ODEO

Veja o vídeo da versão original:


Links:
MySpace do Giant Drag
Site oficial do Giant Drag

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Lançamento: In Rainbows do Radiohead

Depois de passar algumas semanas fazendo charadas com os nomes das músicas em seu blog, o Radiohead anunciou que o novo disco da banda está pronto, será lançado online em 10 dias e se chamará "In Rainbows". A track list é a seguinte:

CD 1 e vinil
15 Step
Bodysnatchers
Nude
eird Fishes/Arpeggi
All I Need
Faust Arp
Reckoner
House of Cards
Jigsaw Falling into Plance
Videotape

CD 2 e vinil
MK 1
Down is the New Up
GO SLOWLY Go Slowly
MK 2
Last Flowers
Up on the Ladder
Bangers and Mash
4 Minute Warning


Para esse lançamento a banda escolheu adotar uma postura comercial um tanto quanto inovadora. O disco pode ser reservado pelo site oficial em dois formatos diferentes: Discbox ou Download.

O Discbox (veja foto abaixo) consiste em CD e dois vinis de 12 polegadas. O segundo CD contém mais novas músicas e fotos e arte em formato digital. Tudo isso mais encarte com letras são lindamente embalado em uma caixa-envelope de capa dura. Para os fanáticos, é um verdadeiro mimo de 40 libras esterlinas.

radioheadCapa

Já o formato Download permite, obviamente, que o ouvinte faça o download das músicas pela net. O disco será disponibilizado a partir do dia 10 de outubro e quem escolhe o preço é você! Isso mesmo! Quando eu cliquei no ítem download e fui dar uma checada no meu carrinho de compras, o campo do preço era editável. Resolvi clicar no ícone "?" e a resposta que o Radiohead me deu foi: "No really. It's up to you". Valeu Thom e cia.

siteInRainbows

O único problema é que ainda não consegui fazer o meu pedido. Conto a experiência para vocês depois.

Baixe o disco
Blog oficial do Radiohead