sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Convidado de sexta: Cristiano Simões

O meu ilustre convidado desta sexta-feira é o Cristiano Simões. Cristiano abandonou BH há mais de 1 ano e se mudou para Natal onde faz mestrado em neurociência. Já deu pra sentir o peso do convidado, né? Além disso, ele é um dos colaboradores do blog Armazém de Música Potencial de que eu falei aqui ontem. Quando ele vem a BH a conversa de boteco sempre vai pro lado da música e muitas boas dicas aparecem. É por isso que chamei o Cristiano para "refestelar-se no sofazão", segundo suas próprias palavras, e revelar pro blog Síncope o que é que não sai do repeat.

Não sei bem como cheguei ao Romulo Fróes, mas quando cheguei fiquei. Apesar da cara de sobrinho do Tim Maia, ele faz música brasileira como quem não deve nada a ninguém. E isso é tão difícil. O Tom Zé já fala há muito tempo que todo compositor brasileiro é um complexado, com essa mania danada de parecer tão sério. Hoje em dia a mania é de juntar "muderno" com tradicional, numa forçação de barra tediosa e desconjuntada. Romulo Fróes é dos poucos que conseguem fazer isso sem afetação, sem premeditação. Parece que ele senta toca e sai aquilo ali, criando uma linha sucessória da MPB e do samba muito mais natural que a pose de Zeca Baleiro e cia. Ano passado ele lançou o álbum "Cão", em que vigoram, lado a lado, seu estilo elegante de compositor (na linha de Elton Medeiros e Ismael Silva) e de intérprete ousado, que tem realmente o que acrescentar aos clássicos da música brasileira. A bola da vez foi "Mulher sem alma", do Nelson Cavaquinho. Aliás, foi um outro cover que me conquistou de cara. Na verdade, um medley de "Fita amarela" (Noel) com "Na cadência do samba" (Ataulfo Alves). É simples, contundente e bonito. Quase dá pra encostar no som.


Links:
MySpace
Sobre a gente - YouTube
Suíte - YouTube