segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

O bom filho sempre retorna

Na quinta feira passada a banda Udora fez seu primeiro show em Belo Horizonte depois de 4 anos. A platéia estava cheia, formada principalmente pelos fãs antigos que compareceram em massa.

Não posso deixar de comentar a falta de noção desses fãs antigos que ficaram gritando "Diesel! Diesel!" o show inteiro. Ok, eu entendo o saudosismo, mas isso é muita falta de educação com os músicos. Se os caras mudaram o nome da banda é porque a banda agora está em outra onda. Eles querem que público curta o novo som.

Bom, não vou falar agora sobre o show porque vou contar tudo em detalhes no Pílula Pop. E, se alguém aí assistiu o show, tirem uma dúvida minha. Fui ao banheiro durante a última música e quando eu voltei ouvi rumores de que uma pequeno desentendimento aconteceu no palco entre os músicos. Alguém confirma?

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Demorei esse tempo topo para falar sobre o show do Udora porque no dia seguinte fui pro Rio dar uma descansada. Por sorte, nessa semana estava acontecendo o festival Algumas Pessoas Tentam, que recebeu a Invasão Sueca na quinta feira. Infelizmente não vi a Invasão Sueca, mas fui ao evento no sábado. Naquela noite o Espaço Cultural Hombu e o Casarão Cultural dos Arcos, que ficam pertinho um do outro, intercalaram os shows de 10 bandas, que foram os seguintes:

La Pupuña, Fanfarra Paradiso, Nervoso e os Calmantes, Fossil, Mr. Spaceman, Motormama, The Cigarettes, Supercordas, Luisa Mandou Um Beijo e Grenade.

Não assisti a todos eles, mas dos que eu assisti o que eu mais gostei foi La Pupuña com sua energia latina. Apesar do cansaço eu fiquei louca pra dançar, mas como lá só tinha indies, acabei ficando constrangida. Como é de conhecimento geral, indies não dançam. Eles encostam na parede, fazem cara de que não é comigo e aplaludem uma ou outra musica. Assoviar, nem pensar!

A noite tinha um esquema que era o seguinte: você pagava uma entrada e ficava indo do Hombu pro Casarão, do Casarão para o Hombu, para ver os shows alternados. A idéia é bem legal, ainda mais tendo em vista a grande diversidade que se pode testemunhar no bairro da Lapa. A caminhada de 20 metros de um lugar ao outro é um show à parte e contava com a participação especial de um bêbado que desmaiado entre dançarinos de funk, travestis, indies com suas mochilinhas.

O problema desse esquema foi que não era permitido entrar nas casas com cerveja de fora. Então, o que acontecia era o seguinte. Você comprava uma cerveja e quando eu estava no meio dela o show acabava (os shows eram curtos pra gente agüentar 10 numa noite só). Imediatamente, se não um pouco antes, o próximo show começava, em outro lugar. Eu tinha que abrir mão, ou da cerveja, ou do show. Muito mal articulado isso. Acabei ficando expert em transportar latinhas de cerveja abertas dentro da bolsa.