quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Beck - The Information

Leiam o que eu escrevi sobre o novo disco do Beck, The Information, no Pílula Pop.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Não assista esse vídeo

O que diabos aconteceu com aquela jovem de atitude, que cantava numa banda de rock/ska, sobre o quanto as garotas eram menosprezadas e subestimadas, gritava, pulava, chutava e vestia calças largas? Virou uma perua funkeira platinada!

Meu deus, eu não entendo como que uma pessoa que tinha uma banda legal (pelo menos até o quinto CD) casou-se com o Gavin Rossdale, (se passou pela aprovação dele, passa pela minha também), teve um filho fofo esse ano e em poucos meses voltou à forma pré-barrigão, se submete a isso:

O blog Síncope adverte: esse vídeo pode causar enjôo, mal estar e dor de cabeça.



Cada dia fico mais impressionada com o que o dinheiro faz com as pessoas.

***

Do hip-hop, o que sempre me deixou mais boquiaberta é o break. A final do campeonato mundial de break dance acontece esse fim de semana em São Paulo. Se eu estivesse lá, nao perderia a oportunidade de ver algo desse tipo ao vivo:



Apesar de achar absurdo o que esses caras fazem, eu tenho uma tendência a gostar mais do estilo old school, principalmente os de robot dancing. Não danço isso aqui de break, mas quando eu era criança nos anos 80 eu sabia fazer o moonwalk. Acho que sou um talento disperdiçado.

domingo, 19 de novembro de 2006

Carl + Adam = Total Eclipse of the Heart

Todo mundo sabe o tamanho da minha paixão por Libertines. Mesmo depois de um ano ouvindo-os continuamente, a cada época tenho uma música deles que eu deixo no repeat. Atualmente é "Up the Bracket".

Os Libertines infelizmente não existem mais, por isso me contento com os trabalhos de Carl Barat e Pete Doherty separadamente. O Babyshambles de Pete me cativou mais a princípio, mas é zoada demais, assim como o seu frontman. De uns tempos para cá é Dirty Pretty Things o sócio majoritário dono de 51% do meu coração.

Acho que todo mundo é assim como eu: quando gosta mesmo de uma de uma banda, ou até de uma música só, escuta até a exaustão. E é graças às ferramentas internéticas que a obsessão abre as asas.

Pois bem. Lá estava eu, madrugada a dentro saciando minha loucura, com os olhos secos de ver vídeos do DPT no U Tube quando me aparece um chamado assim: "Adam Green & Carl Barat Documentary Part 2a". Na minha humilde e desinformada cabecinha achei que era um documentário feito por um tal de Adam Green sobre o Carl Barat. Assisti, não entendi nada do que o Carl Barat falava (por causa do sotaque de bêbado, imagino), mas entendi quem era Adam Green.

Depois de ouvir durante 10 dias o seu último álbum, Jacket Full Of Danger, e mais um pouco de pesquisa, me sinto capaz de fazer uma breve apresentação. Adam Green é um jovem músico de NY. Começou sua carreira numa banda chamada Moldy Peaches aos 19 anos. Moldy Peaches foi apadrinhada pela Rough Trade Records e caiu no gosto dos indies. Adam começou a carreira solo aos 22. Já tem 4 discos lançados. Seu maior hit é "Jessica" sobre Jessica Simpson. O som é um rock/folk na mesma onda de Ben Kweller, mas com umas letras bem trash.

Bom, como no momento eu praticamente só escuto DPT e Adam Green, resolvi fazer um top 5 apenas com os dois. Não conseguia decidir qual deles merecia ter 3 das 5 músicas, mas como o top 5 é meu, eu o transformei temporariamente em top 6 para resolver o problema.

Adam_green_jacket_full_of_danger

domingo, 12 de novembro de 2006

A year and a day

Ontem o Síncope fez 1 ano, soprou velinha, comeu bolo e tomou guaraná. A festinha teve até animador, uns velhinhos muito simpáticos que têm uma banda chamada New Order.

Então, sobre o show do New Order. Até ontem a tarde eu não sabia se ia ou não assisti-los, mesmo tão pertinho, aqui em BH, tendo em vista o alto nível indígena do programa. Para quem não sabe do que eu falo, explico que a apresentação fazia parte de um evento chamado Pop Rock, que rola no Mineirão, lotado por cerca de 70 mil adolescentes que curtem CPM22 e Pitty, num dia de chuva e mais frio que qualquer um do inverno deste ano.

Promovido pela 98 FM é sem dúvida o evento musical mais bem sucedido da cidade. Era minha primeira vez no PopRock e fiquei absurdada com o tamanho da coisa. Eu cheguei exatamente no meio do show anterior ao New Order, que era O Rappa. O estádio estava lotado para ver Falcão Fanho balançar seus dreads e tentar decodificar seus versos inteligíveis.

Além de bem sucedido, o evento é bastante lucrativo, principalmente quando não se paga cachê aos músicos, com exceção dos internacionais. Hum... sinto o cheirinho de jabá no ar.

Pelo menos não são só eles que são espertos. Fui comprar meu ingresso de um cambista (agora já estou superando meus traumas com cambistas) para arquibancada. Sim, estou ficando velha e já não animo de ver show debaixo de chuva, tampouco em meio a adolescentes loucos fãs de Tianastáscia. Pedi dois ingressos, mas o colega me deu três e não se tratava de uma promoção leve 3 e pague 2. Acabei vendo New Order por R$13,3333...

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Natalie quem mesmo?

Lembra da Natalie Imbruglia que teve um único e absurdo sucesso em 97 com aquela música Torn? Pois é, olha o que o comediante Johann Lippowitz fez com ela. A música, não a Natalie. Assista até o final porque é a melhor parte:



***

O Pílula fez com a cobertura completa do Tim 2006. Eu escrevi sobre o show dos Beastie Boys.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Tim Festival 2006 - Instituto, DJ Shadow e Beastie Boys

O último dia de Tim começou me surpreendendo. Eu não conhecia o som do Instituto e fiquei impressionada com a apresentação deles. O instrumental é fino e consegue passear por vários estilos numa boa.

instituto01

instituto02

Em seguida veio o DJ Shadow. Eu não curto muito show de DJ, acho uma coisa meio picareta, mas até que ele mandou bem e o público respondeu direitinho.

djshadow01

djshadow02

Aí começou o show dos Beastie Boys. Eu, que tinha ido de tênis nos dias anteriores, achei os shows tão tranquilos que no último dia resolvi ir de sapatinho. Péssima idéia. Quase perdi meu sapato umas 3 três vezes no meio do mosh generalizado que tomou conta da platéia. Além disso adquiri dois hematomas no pé direito. Mesmo assim valeu a pena. O show foi zenzazional. Escrevi sobre ele para o Pílula Pop, e assim que entrar no ar, coloco o link aqui. Enquanto isso, fique com as fotos que, também culpa do mosh generalizado, não ficaram boas:

beastieBoys07

beastieBoys06

beastieBoys05

beastieBoys01

beastieBoys02

beastieBoys03

beastieBoys04

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Tim Festival 2006 - Mombojó, Bonde do Rolê, TV on the Radio, Patti Smith e Yeah Yeah Yeahs

O segundo dia de festival no Marina da Glória foi movimentado. Comprei ingresso para dois palcos para tentar assistir TV on The Radio e YYYs, duas das melhores bandas atualmente.

A saga começou com o show do Mombojó no Tim Stage. Eu nunca tinha assistido a banda ao vivo e eles não me decepcionaram. O show foi muito bom, a voz do vocalista é um xuxu e o som bem mais poderoso do que na gravação, apesar de que eu só conheço o primeiro disco.

mombojo01

mombojo02

Antes de terminar saí correndo para ver se conseguia pegar uma pontinha do Bonde do Rolê no Tim Lab, mas cheguei já durante os agradecimentos. Pelo que me falaram, sorte minha. Ouvi relatos de que o show foi imundo, em todos os sentidos. Até cover de "Jaboticaba" teve.

bondedorole

Voltei correndo pro Tim Stage pra checar se Patti Smith já havia começado, mas chegando lá recebi mensagem do meu irmão dizendo que o show do TV estava começando, entao, saí correndo mais uma vez. Uma confusão na porta me fez perder o começo. Mas peguei o show quase inteiro e ele foi realmente incrível. A American Airlines perdeu os instrumentos da banda, então eles tocaram com os instrumentos do Thievery Corporation que se apresentaria em seguida.

tvontheradio02

tvontheradio01

tvontheradio03

Acabou TV on the Radio, nem fiquei pro bis, voltei pro Tim Stage e peguei a última da Patti Smith. Como eu gostaria de ter visto o show inteiro...

pattismith01

pattismith02

E por último veio o tão aguardado (pelo menos por mim) show do Yeah, yeah, yeahs. Foi sensacional, a Karen O estava animadíssima e o som bem pesado. Eu fui esperando um showzinho meio xôxo depois que vi um vídeo gravado por uma amiga de um show deles em Barcelona. Mas a banda estava euforica e parecia bastante feliz de estar se apresentar ali.

yeahyeahyeahs04

yeahyeahyeahs03

yeahyeahyeahs01

yeahyeahyeahs02

yeahyeahyeahs05

Depois ainda fui pro Tim Lab novamente e vi o final do show do Thievery, mas nem vale a pena colocar as fotos porque ficaram tosquíssimas. O set list deles me pareceu um tanto confuso, com vários estilos musicais bem diferentes intercalados.

Amanhã entra o post sobre o último dia de Tim com o show dos Beastie Boys que foi emocionante.