segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Mordeorabo na Casa do Baile

A Casa do Baile na Pampulha foi inaugurada em 1943 como um cassino e funcionou dessa forma até 1948. Era também usado para “dancing popular” como era chamado na época. Ela fica em uma pequena ilha dentro da lagoa e o acesso é feito através de uma ponte de 11m. Faz parte do conjunto arquitetônico da Pampulha, criado por Niemeyer. Não preciso dizer como o lugar é agradável, mesmo nessa época em que lagoa está bem vazia.

Não sei qual foi a mente brilhante que teve essa idéia, mas desde o começo do ano shows de bandas locais têm acontecido lá na Casa do Baile, ao ar livre. No último sábado foi a primeira vez que eu pude comparecer e, felizmente, a atração da noite era a excelente Mordeorabo.

No fim do show eu fui me apresentar para o Max D., baixista, já que, além de eu ser fã da banda, ele foi o moço responsável pela ótima identidade visual do Indie desse ano, cujo blog é escrito também por mim. Ele reclamou que sobre última apresentação deles eu só falei da banda que abriu, Ballet, e que por isso ele achou que eu não tinha gostado. Na verdade, eu falei do Ballet porque o Ballet melhorou muito da primeira vez que os vi para a última. Já o Mordeorabo sempre foi bom.

Pode parecer que agora eu estou puxando saco só por causa da reclamação, mas realmente o show na Casa do Baile foi incrível. Além do ambiente poético, a banda, que conta com mais um integrante, estava impecável. É tão bom saber que ainda tem gente criativa nesse mundo.

Logo na primeira música uma corda da guitarra arrebentou. Eu achei que eles tinham ido trocar corda de uma harpa, mas a explicação da demora é que a guitarra do Raphael era uma guitarra barítono. Para não quebrar o clima do set list, e para a sorte de quem, como eu, estava no bar da esquina na hora que o show começou, a primeira música foi executada novamente.

O mais legal de um evento como esse, gratuito, ao ar livre, é ver uma pessoa que não faz parte do público usual de uma banda de rock instrumental, como um morador de rua, assistir do começo ao fim e curtir.

Olhem só uma foto tosca tirada de celular:

26-08-06_2005