quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Ah... nem....

Essa semana saiu a programação completa e oficial do Tim Festival. Proponho o jogo do 1 erro. Leia com atenção para encontrá-lo:

* TIM RIO
- Dia 27/10
Daft Punk – Tim Stage
Devendra Banhart – Tim Lab
- Dia 28
Patti Smith/YYYs – Tim Stage
Bonde do Role/TV on the Radio/Thievery Corporation
- Dia 29
DJ Shadow/Beastie Boys – Tim Stage

* TIM SÃO PAULO
Dia 29/10 – 18h
Mombojó
TV on the Radio
Thievery Corporation
YeahYeahYeahs
Daft Punk

* TIM VITÓRIA (teatro universitário da UFES)
Dia 29
Devendra Banhart

* TIM CURITIBA (Pedreira Paulo Leminski)
Dia 31
Patti Smith
Yeah Yeah Yeahs
Beastie Boys

Ao ouvir o boato, no início do ano, de que uma atração do Tim seria Radiohead concluí que a única solução para voltar à vida normal depois de um acontecimento como esse seria me submeter a uma lobotomia. Ainda bem que Radiohead não veio. Mas agora, novamente me deparo com a possibilidade de cirurgia para sobreviver ao trauma causado por esse gravíssimo erro de programação do Tim.

Então, se você não descobriu até agora, eu conto: YYYs e TV on the Radio vão tocar no mesmo dia, no mesmo horário e em palcos diferentes!!! Isso é desumano. Não é justo alguém ter que escolher entre os dois. Alguém me ajuda?!?

Desde que eu descobri isso minha vida virou um inferno. Não consigo dormir nem trabalhar direito. Eu já pensei em todas as possibilidades. Gastar todo o meu escasso dinheirinho e ver um show no rio, outro em SP ou em Curitiba, mas nem isso resolve o problema. É que para isso eu teria que abrir mão de outro show incrível. O dos B-E-A-S-T-I-E BOYS! Sem chance. Esse é prioridade.

Acho que vou ter que jogar a moedinha pra cima, ou usar a Patti Smith como desempate. Isso ia me ajudar a completar meu álbum de dinossauros do rock.

Vale processar os curadores do Tim? Pelo menos eles poderiam pagar minha operação... Ou as caixas de remédio... Ou uma vida na Europa com passe livre a todos os festivais de rock?

Ok, terra chamando. Voltei.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Mordeorabo na Casa do Baile

A Casa do Baile na Pampulha foi inaugurada em 1943 como um cassino e funcionou dessa forma até 1948. Era também usado para “dancing popular” como era chamado na época. Ela fica em uma pequena ilha dentro da lagoa e o acesso é feito através de uma ponte de 11m. Faz parte do conjunto arquitetônico da Pampulha, criado por Niemeyer. Não preciso dizer como o lugar é agradável, mesmo nessa época em que lagoa está bem vazia.

Não sei qual foi a mente brilhante que teve essa idéia, mas desde o começo do ano shows de bandas locais têm acontecido lá na Casa do Baile, ao ar livre. No último sábado foi a primeira vez que eu pude comparecer e, felizmente, a atração da noite era a excelente Mordeorabo.

No fim do show eu fui me apresentar para o Max D., baixista, já que, além de eu ser fã da banda, ele foi o moço responsável pela ótima identidade visual do Indie desse ano, cujo blog é escrito também por mim. Ele reclamou que sobre última apresentação deles eu só falei da banda que abriu, Ballet, e que por isso ele achou que eu não tinha gostado. Na verdade, eu falei do Ballet porque o Ballet melhorou muito da primeira vez que os vi para a última. Já o Mordeorabo sempre foi bom.

Pode parecer que agora eu estou puxando saco só por causa da reclamação, mas realmente o show na Casa do Baile foi incrível. Além do ambiente poético, a banda, que conta com mais um integrante, estava impecável. É tão bom saber que ainda tem gente criativa nesse mundo.

Logo na primeira música uma corda da guitarra arrebentou. Eu achei que eles tinham ido trocar corda de uma harpa, mas a explicação da demora é que a guitarra do Raphael era uma guitarra barítono. Para não quebrar o clima do set list, e para a sorte de quem, como eu, estava no bar da esquina na hora que o show começou, a primeira música foi executada novamente.

O mais legal de um evento como esse, gratuito, ao ar livre, é ver uma pessoa que não faz parte do público usual de uma banda de rock instrumental, como um morador de rua, assistir do começo ao fim e curtir.

Olhem só uma foto tosca tirada de celular:

26-08-06_2005

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Super(?)guidis

Na edição de abril da revista Bizz uma das chamadas da capa era: 13 nomes que realmente importam no novo rock. Fui conferir e os 13 nomes eram:

1- Hal
2- Jenny Lewis
3- Supercordas
4- Clap Your Hands Say Yeah
5- Arctic Monkeys
6- We are Scientists
7- Superguidis
8- Hard-fi
9- Los Alamos
10- Wolfmother
11- Guillemots
12- Stephen McBean
13- Moptop

Tentei me concentrar nas bandas nacionais que eles indicaram tendo em vista a minha defasagem no quesito música brasileira.

Moptop eu já conhecia, fui a um show deles na Obra e curti bastante. Até comentei sobre esse show aqui. Supercordas ainda não conheço, mas pretendo escutar em breve.

Já o Superguidis.... ah, o Superguidis.

Eu não sou de ficar falando mal de bandas por aqui, só uma outra crítica construtiva. Prefiro falar das que eu gosto e indicá-las. Mas o Superguidis não tem jeito, eu vou ter que desabafar.

Na sexta feira passada eu fui à festa de comemoração aos 9 anos do Programa Alto Falante. A primeira das 4 atrações da noite era o tão falado Superguidis. Eu estava ansiosa para conferir o som dos gaúchos tão aclamados por essa publicação que eu costumo respeitar.

Confesso que fiquei extremamente decepcionada com a apresentação, ainda mais porque fui esperando uma versão brasileira de Guided by Voices misturado com Foo Fighters, que foi o que a Bizz me prometeu.

O que eu ouvi foi um som absurdamente óbvio, com melodias bobas, sem graça, bem teenager, e com letras tétricas. Eu sei que escrever boas letras em português é uma tarefa árdua e para poucos. Mas, francamente, uma música cujo refrão é “o coraçãozinho sobreviverá” é muito pior que falta de talento. É falta de vergonha e amor-próprio.

Eu, que excepcionalmente estava sóbria como um monge naquela noite, quase cortei meus pulsos, mas eu ainda tenho amigos e consegui me controlar para esperar pelo próximo show.

Quem se apresentou foi a banda acreana Los Porongas e digo que assisti-los valeu a pena. Esse foi o meu maior contato com esse estado tão remoto e igualmente simpático. Para dizer a verdade, ainda tenho minhas dúvidas a respeito da real existência do Acre. Mesmo já tendo feito uma escala de avião por aquelas terras e conversado com uma jovem supostamente acreana durante toda uma noite, continuo duvidando da legitimidade de tais informações. Bom, teorias da conspiração à parte, a banda que se diz acreana é de fato competente e bem mais interessante que a maioria das que aparecem por aí.

Já a apresentação teatral/circense dos mineiros do Falcatrua, as exageradas expressões faciais do vocalista, e a entonação dos versos “viver... e não ter a vergonha de ser feliz...” foram suficientes para que eu decidisse que o mais sábio a se fazer naquele momento era voltar para o silêncio da minha querida casa.

De qualquer forma, o pessoal do Alto Falante merece os parabéns pelo sucesso de 9 anos e espero que continuem aí durante muitos e muitos anos.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Um pouquinho de Cat Power...

...para alegrar uma segunda-feira qualquer.





Lived in Bars (by Cat Power)

We've lived in bars
And danced on tables
Hotel trains and ships that sail
We swim with sharks
And fly with aeroplanes in the air

Send in the trumpets
The marching wheelchairs
Open the blankets and give them some air
Swords and arches bones and cement
The light and the dark of the innocent of men

We know your house so very well
And we will wake you once we've walked up
All your stairs

There's nothing like living in a bottle
And nothing like ending it all for the world
We're so glad you will come back
Every living lion will lay in your lap
The kid has a homecoming the champion the horse
Who's going to play drums, guitar or organ with chorus
As far as we've walked from both of ends of the sand
Never have we caught a glimpse of this man

We know your house so very well
And we will bust down your door if you're not there

We've lived in bars
And danced on tables
Hotel trains and ships that sail
We swim with sharks
And fly with aeroplanes out of here

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Campari Rock

Não preciso nem dizer o quanto é obrigatória a presença no Campari Rock, certo? Então vamos aos fatos, ou utilidade pública.

Atrações:
Cardigans e Gang of Four. A abertura dos shows será feira em SP pelo Montage, em Floripa por Samambaia e Tujiqueira e em BH pelo Digitaria, que volta agora de uma fina turnê européia.

Datas e locais:

SP - 06/09 - Via Funchal
Floripa - 08/09 - Ilha dos Cascaes (Não sei se entendi o nome direito. ô marquinha tosca)
BH - 09/09 - Chevrolet Hall

Ingressos:
Os ingressos já estão à venda. Em BH custam (a meia, extensa a todas as categorias, como eles gostam de dizer) 40 reais o primeiro lote e 50 o segundo. Aproveitem porque ainda está no primeiro. Você pode comprar lá no Chevette Ról direto, sem fila, facinho. Ou pela net, no www.ticketmaster.com.br.

Nas outras cidades eu não sei bem como funciona, mas sei que rola de comprar pelo Ticketmaster também.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Frances Bean Cobain

Mais um momento Caras no Blog Síncope.

Tá bom, eu leio blogs de fofoca, ok? Pronto. Falei.

É que eu fiquei impressionada com o bebê do meu ídolo de adolescência. Estou parecendo tia velha falando.. mas ela virou uma mocinha.

francebean

francebean2

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Blog do Indie 2006

Não satisfeita em falar bobagem sobre música, palpitarei agora também sobre cinema. Na verdade a responsabilidade é toda do pessoal do Indie - mostra de cinema mundial, que me chamou, junto com o Daniel Poeira, para escrever o blog oficial do Indie 2006.

O blog acabou de entrar no ar e a mostra começa no dia 24. Quem já é fã, ou quem não sabe do que se trata e quer conhecer, ou quem estiver interessado em acompanhar tudo de pertinho, pode adicionar imediatamente o Blog Indie aos seus favoritos e visitar diariamente porque a gente tem muita coisa para contar.

indie2006

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Roubaram o meu vídeo das esteiras!

Todo dia que eu estou lá correndo e sofrendo na esteira, eu tento me distrair com qualquer coisa, mais ou menos divertida dependendo da situação. Assisto a qualquer bobagem que passa na TV, escuto música e penso em um monte de besteiras. Estou eu no meio dos meus devaneios, correndo na esteira, ouvindo música, pensando, correndo, ouvindo, esteira, música, vídeo.. oh! um vídeo na esteira, que legal. Eu sou um gênio.

Não é que essa semana eu vejo na rede o "Here it goes again" da banda OK, go, que tem uma coreografia incrível feita sobre esteiras? É claro que o vídeo que eu imaginei é bem menos humorado e feliz do que esse, afinal, correndo desse jeito ninguém consegue pensar em algo mais alegre do que "mate-me, por favor".

Os suecos do Ok, go já são conhecidos pelos seus vídeos com coreografias a la "Praise You" do Fatboy Slim. Pelo menos, todos que eu conheco são assim e este é sem dúvida o mais legal deles.



Tá vendo? Quem disse que indie não sabe dançar? Eu sempre achei que soubessem.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Ai... que falta de assunto

Bom, a falta de assunto está grande. Ninguém lançando disco novo, nenhuma ótima banda nova, os shows que vão rolar todo mundo já está sabendo.. Mas vamos lá.

***
Todo mundo agora só fala de Lily Allen que tem um hit até legal, "Everything's just Wondrfull". Mas na verdade ela chama muito atenção pela o que ela fala e faz do que pela música mesmo.

***
A festa da Rotatória Pirata foi... hum, interessante. Bom, a festa se chama assim porque sua primeira versão foi realmente numa rotatória. Dessa vez foi mais num triângulo. O tema era Pirata o que deu um visual legal, ficou parecendo um bloco de carnaval punk. O triângulo tinha uma bandeira pirata e aquele bando de gente apoleirada ali, com boa vontade, ficou até parecendo um navio. Tem uma foto aqui, mas nela não dá pra ver bem como foi.

Uma banda punk rock no meio da rua depois das 22 obviamente não é uma coisa autorizada por ninguém e sem dúvida incomodou os vizinhos que imediatamente chamaram os tiras. Até observei alguns vizinhos mais jovens aplaudindo pela janela, mas vi também um velhinho bem bravo de braços cruzados e chinelos inspecionando a ação da polícia.

Bom, o que era pra ser quase um flash-mob durou cerca de quarenta minutos. Foi um sucesso de público, e o moço da cerveja no porta-malas chegou a vender mais de 80 latinhas nesse tempo. A banda tocou direitinho mas agradou mais com seus skas. Parabéns ao competente trompetista, que completamente recuperado de um pneumotórax que o acometeu no ano passado, agora pode encher os pulmões tranquilamente.

Os cops nem precisaram descer do carro para acabar com a palhaçada, quer dizer, pirataria. A festa terminou civilizadamente com piratas correndo de um lado para o outro com as caixas de som e outros equipamentos.

***
Ah! Não posso deixar de registrar que o show da banda Ballet na quinta-feira foi muito bom. Eles estão melhorando a cada apresentação e ficando com cara de banda séria, fazendo menos graça e confusão no palco e tocando mais. Todo mundo com quem conversei curtiu muito o show e ouvi boas referências até quem foi no de sábado na Matriz(!).

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Google Calendar - ON

Como prometido, coloquei na barrinha da direita um calendário dos shows programados para o futuro próximo. É fácil ó: só clicar no botão Google Calendar, que se encontra exatamente sobre o quadrinho do last.fm, e descobrir quais são os dias mais felizes do ano.

Não me responsabilizo pelos eventuais (ou seria melhor dizer freqüentes) cancelamentos, trocas de datas e coisas do tipo.

Se estou esquecendo de algum, avisem-me por favor. Obrigada.