quarta-feira, 14 de junho de 2006

Reencontros, revivals, reuniões e todas essas bobagens

No último mês só se falou show de reencontro dos Mutantes em Londres. Alguns acharam uma boa idéia, outros falaram que os irmãos Sérgio e Arnaldo já passaram da idade, malharam a escolha da Zélia Duncan para substituir Rita Lee, falaram que não tinha validade um reencontro dos Mutantes sem a Rita Lee, aí vinha mais alguém e retrucava dizendo que Rita Lee não fazia falta, que ela não era a essência dos mutantes e talecoisa.

Acho essa discussão chatérrima e evito sempre que posso principalmente porque acho que não faz sentido discutir a qualidade do reencontro enquanto que a questão realmente importante é a sua validade.

O que eu digo sobre essa reunião é o que eu digo sobre qualquer reunião: é tudo uma grande bobagem, não faz sentido e é tão insignificante quanto a longevidade do matrimônio do baby humm-bop. Reuniões deviam ser banidas. Qualquer coisa tirada do seu contexto se torna uma enorme bobagem falsamente emotiva e nesse caso, o que é ainda pior, uma desculpa dos músicos que eu tanto respeitava para ganhar algum dinheirinho extra enquanto há tempo.

Inspiro-me nas palavras de Jess Harvell (?!Pitchfork) para comparar a cultura da reedição a uma escavação arqueológica. Faz você pensar no passado, mas não serve pra muita coisa hoje em dia. E por mais importante que tenha sido aquilo em alguma época, hoje não passa de um monte de poeira e algumas pedrinhas.