quinta-feira, 23 de março de 2006

Radiohead para Philip K. Dick

O Radiohead vai participar da trilha sonora do filme baseado no romance de ficção científica "A Scanner Darkly" do Philip K. Dick. Será lançado nos EUA no dia 7 de julho e tem Keanu Reeves e Winona Rider(!) como protagonistas.

Radiohead + Philip K. Dick + Winona... hum, me soa bem.

terça-feira, 21 de março de 2006

Estatísticas 02

Tenho tido muitas visitas de espanhóis atrás de informações sobre uma banda, espanhola eu imagino, chamada Síncope. Pesquisei, mas não consegui descobrir muito, a não ser que eles tocam num festival espanhol no próximo dia 31. Se alguém souber algo sobre essa banda, por favor me conte. Fiquei curiosa.

Estatísticas 01

Eu uso um contador de visitas aqui no blog que me dá alguns dados do visitante, como por exemplo as palavras pesquisadas por ele em um site de busca para achar o Síncope. Um combinação de palavras muito procurada é: "como baixar músicas do cesar menotti e fabiano". Senhor, onde foi que eu errei?

Antes explico que César Menotti e Fabiano é uma dupla sertaneja tosca e desafinada e que o único post em que falo deles é esse aqui, no qual caracterizo os variados perfis de ouvintes.

Não sei qual é o tamanho da fama da dupla, ou se ela ao menos ultrapassa os limites do estado de Minas Gerais como afirmou um conhecido, mas podemos tirar duas conclusões a partir desses resultados.

Primeiro, que os fãs de César Menotti e Fabiano não entendem nada de pesquisa online e muito menos de download de música.

Segundo que, até aqui no Síncope, que não tem absolutamente nada sobre sertaneja, esse pessoal entra procurando esse assunto, confirmando a popularidade do estilo (que já entrou e saiu de moda inúmeras vezes nas últimas décadas)e o lucro que tal indústria deve produzir.

Isso me leva à pergunta que não quer calar: O público gosta de música ruim porque a oferta é ruim, ou a oferta é ruim porque o público gosta de música ruim?

domingo, 19 de março de 2006

SXSW

Hoje termina a vigésima edição do (South by Southwest) SXSW Music and Media Conference que acontece anualmente em Austin, Texas. Rolam paralelamente o SXSW Interactive Festival e o SXSW Film Conference and Festival. O SXSW Music é um senhor evento americano de novas bandas. Conta com 50 palcos no centro da cidade para a apresentação de inúmeros grupos, durante 5 dias. Pra você ter idéia do que eu estou falando, aqui estão alguns dados referentes ao evento que aconteceu do dia 15 ao 19 de março:

Music
• Showcasing Acts: 1331
• Music Venues Participating: 58
• Music Conference Participants: 8,604 (with band registrations 9,692)
• Approximate Number of Music Media in Attendance: 1,866
• Approximate Number of Music Trade Show Attendees: 11,000
• Number of Music Trade Show Exhibitors: 191

Film/Interactive
• Number of Films Screened: 180
• Film Conference Participants: 3,807
• Approximate Number of Film Media in Attendance: 459
• Interactive Conference Participants: 3,343
• Approximate Number of Interactive Media in Attendance: 424
• Approximate Number of Film/Interactive Trade Show Attendees: 8,000
• Number of Film/Interactive Trade Show Exhibitors: 125

Aqui, algumas das bandas participantes que eu adoraria assistir:
And You Will Know Us By The Trail of Dead, The Go! Team, Art Brut, Belle & Sebastian, Mogwai, Morrissey, Goldfrapp, Dirty Pretty Things, Clap Your Hands Say Yeah, dEUS, Spoon, Echo and the Bunnymen, Isobel Campbell, Arctic Monkeys, The Subways, The Magic Numbers, Snow Patrol, Superchunk

Como eu, infelizmente, nao posso ir para o Texas ficar uma semana imersa no mundo da música, passo links de quem foi e conta com detalhes a experiência maravilhosa: Pitchfork parte 1, Pitchfork parte 2, NME, Lucio Ribeiro
BBC.

domingo, 12 de março de 2006

Jovens Bandas de BH

As quintas-feiras têm sido o meu dia preferido na Obra. É dia de show, minha modalidade favorita. Normalmente se apresentam duas bandas, quase sempre belorizontinas, às vezes de outras procedências. Ontem, foi a noite de Monno e Moldest. Essas duas bandas de rock estão fazendo boa música e começando a criar um grupo de fãs (e groupies, é claro). A seguir um pouco de cada:

Monno: É a terceira vez que os vejo ao vivo e a melhora da apresentação é evidente. Cantam em português, o que eu acho bastante positivo, e já têm até hit com a letra na ponta da língua do pessoal. Não conheço o disco inteiro (indireta para alguém me dar um presente), mas ouvi 4 gravações que você escuta aqui.

Moldest: Em 2004 meu irmão apareceu com o disco recém lançado dos amigos. Escutei e disse: “eles estão plagiando The Cure?” Meu irmão e os amigos: “The quem?”. Percebe-se que a nova geração é influenciada de forma inevitável e inconsciente pelo pós-punk. Ontem mostraram que evoluíram muito desde a gravação e estão mais pesados e enérgicos. O público dos jovens do Moldest cresceu bastante, o que confirma que estão seguindo um bom caminho. Lançam novo disco ainda esse ano.

Aproveito a onda para indicar outras bandas mineiras que andam chamando a minha atenção e a de muita gente:

Constantina: Instrumental bonito e agradável. O disco foi gravado há um tempo e um representante da banda me disse que eu devia ver o show agora porque está muito melhor. Informação confirmada pelos caras da Peligro que viram o show deles semana passada em São Paulo. Antes disso fizeram sucesso também no Carnaval Revolução.

Mordeorabo: Outra instrumental de qualidade. Pena que só podemos conferir suas belas músicas nas raras apresentações do grupo, e uma ou outra aqui na net.

Retrigger: Não se trata de uma banda, mas de um cara só. Eletrônico experimental, tem produzido muito e podemos conferir quase tudo no site. É dele a trilha sonora original do documentário "Anuncie Aqui" da Sem Rosto (peça o seu pelo emêiu semrosto@riseup.net) que eu recomendo demais!

Paixão tardia

Contrariando as regras de Lester Bangs de como se tornar um crítico de rock, assumo minha paixão tardia por uma banda que nem existe mais. Refiro-me aos Libertines que, quando surgiram em 2001, não lhe dei a devida atenção por se tratar de mais um dos incontáveis the-alguma-coisa que apareceram naquele ano.

A paixão está sendo arrebatadora. E foi nos detalhes que eles me pegaram de jeito. Posso enumerar várias passagens que me dão vontade de morrer ouvindo aqueles dois loucos, como, por exemplo, o barulho de papel rasgado na abertura de “Last Post on the Bugle”, o assovio durante o lalalala de “Don’t be Shy”, a letra romântica e junk de “When the lights go out”, a aceleração no andamento de “Campaing of Hate”, a entrada do riff de “The Ha Ha Wall” logo depois daquela abertura viajada e de novo entrada do riff depois de outra passagem viajada no meio da música.

A música feita pelos ingleses é versátil e mostra forte influência de vários momentos importantes do rock. Em “Arbeit Macht Frei” você jura que está escutando Sex Pistols. Em alguns momentos fica totalmente Smiths, depois Cure, depois Clash, depois Kinks. Aí você distrai e já está ouvindo seqüências de acordes do vindos do rock mais clássico imaginável. Esse é um álbum cheio de surpresas agradáveis.

E se tem algo a respeito dos Libertines que merece um parágrafo inteiro, é a dupla Carl Barat/Peter Doherty como vocalistas. Eu sou uma pessoa que sofre profundamente com um fenômeno conhecido como desafinação, por mais proposital que ela seja. Sejam vindas de Belle and Sebastian ou de Nico, as notinhas fora de escala me deixam altamente irritada. Mas nesse caso, tenho que dar o braço a torcer e admitir que Mr. Doherty gritando “Don´t be shy” absolutamente fora do esperado, é um charme só. Eles são charmosos gritando, sussurrando, cantando, assoviando, declamando, ou qualquer outra coisa. Quando uma voz é agradável, ela é agradável e pronto.

Falando em Mr. Doherty, deixo claro que sou mais uma a engrossar o coro que clama o mocinho como gênio. Ouça o disco e saberás do que estou falando. Ele é realmente um ícone dessa geração para os ingleses. Além de tudo é o único músico dos anos 00 com alguma atitude. Há muito tempo não se contabilizava 3 prisões da mesma pessoa num mesmo dia no mundo do rock. Nem Courtney Love conseguiu tal proeza.

Bom, a história do Libertines acaba assim (descobri há poucos dias): Peter Doherty foi mandado embora porque se drogava demais. A banda virou Dirty Pretty Things e o despedido fundou o Babyshambles.

Essa eu estou começando a conhecer. Falo já, já o que achei.

quinta-feira, 9 de março de 2006

Rapidinhas

Humpf..
Ando muito relapsa com esse blog. Os últimos dias foram de uma correria enlouquecedora. Mas em breve um post completo virá. Por enquanto só digo três coisas:

• Oscar de melhor música: alguém me explica o que foi aquilo?
• Guns n’ Roses: músicas do disco “novo” que está em produção há dez anos, vazam na internet. Alguém já ouviu?
• Assista ao belo vídeo de Heart in a Cage aqui

Até breve

quinta-feira, 2 de março de 2006

Carnaval com muita música vareiada

Carnaval no Rio de Janeiro é uma experiência intensa. Começou com o show do Franz Ferdinand no Circo Voador que eu conto com detalhes aqui. Depois teve bloco de rua, noite eletrônica no Cais do Porto, Baile do Scala, Maldita na Casa da Matriz, e uma noite quase perdida por causa dos inúmeros blocos que paralisaram o trânsito da cidade. Sem dúvida um carnaval bastante versátil e divertido.