domingo, 19 de fevereiro de 2006

Fatboy Slim e Rolling Stones

Foi dada a largada de uma semana intensiva de shows importantes.

Fatboy Slim em BH foi uma verdadeira aventura. Eu, que tenho a animação de uma pessoa de 80 anos, quase me arrependi de ter inventado de participar desse programa. Depois de um engarrafamento absurdo que ocupou até a contramão da estrada e uma longa fila para entrar, cheguei quando o superstar DJ já estava mandando ver.

Mas só ouvir os primeiros sons vindos das enormes caixas de som que o arrependimento de dissipou. Pude finamente presenciar um live PA que valesse a pena. Explicarei. A minha alma é roqueira e o universo da música eletrônica é propício para a picaretagem, mas mixar "Born Sleep" com "Right Here, Right Now", foi lindo. Encaixar "Bring the noise", grande clássico do Public Enemy, e “Mercedes Benz” da deusa Janis Joplin no mesmo set requer ousadia, bom gosto e bom-senso. Sem dúvida, Fatboy Slim conseguiu. Ele estava certamente se divertindo com o jogo de encaixar peças musicais, brincar com RPMs, efeitos sonoros e conseqüentemente com a reação do público.

O espetáculo visual também não decepciona. O DJ fica posicionado no meio vertical do palco, envolto por imagens que muitas vezes utilizam a figura animada de Norman Cook como parte da composição.

Depois de ter os ouvidos e alma saturados de tum-chi-tuns, dormi muito e acordei para acompanhar o show dos vovôs do rock pela TV Globo.

Apesar da minha ânsia por novidades e falta de entusiasmo com o que eu já estou cansada de conhecer, esse é um show para se respeitar. Há quarenta anos fazendo música, o quarteto não decepciona, nem na competência musical, nem na performance.

Se eu já não tivesse presenciado dois shows dos Rolling Stones na minha tenra idade, pensaria seriamente em me aventurar pelo mega evento. Pensando bem, eu só trocaria o prazer de enxergar cada ruga e cada bochecha encovada daqueles senhores, sentada num confortável sofá, com a boa acústica de um home theater, pela área vip reservada para os globais.

Sempre impressionando pela produção, os roqueiros tocaram 20 músicas, sendo a maioria grandes clássicos da banda. Fecharam a apresentação com a seqüência de hits "Sympathy for de devil", "Start me up", "Brown Sugar", "You Can't Always get what you want" e “Satisfaction”.

Depois de fazer um milhão e meio de pessoas pular, o show vai ficar para a história, mas a transmissão não teria sido sensacional se tivesse sido feita pela Rede TV e apresentada pela Luciana Gimenez? Eu ia delirar.

No próximo post, U2 e Franz Ferdinand.