sábado, 7 de janeiro de 2006

Brasileirinha 2.0

Antes de falar da segunda banda da minha aventura brasileira, gostaria de aplaudir o show que rolou na Obra nessa última quinta-feira. Clap, clap, clap. Monno, banda de BH, abriu para os cariocas do Moptop. As duas me agradaram muito. Destaque para o baterista da Monno e para o guitarrista do Moptop.

***
Depois da decepção com Cachorro Grande resolvi re-escutar, dessa vez com a devida atenção, às musicas do disco Nadadenovo do Mombojó. Essa banda de Recife tem sido muito comentada e mesmo com pouco tempo de carreira já possui um bom número de fãs.

Tentando definir o estilo, acabei me perdendo. Eles são uma grande mistura de rock, bossa-nova, mangue-beat, jazz e eletrônica, que soa muito interessante. O mais próximo que consegui chegar de uma classificação foi trip-mangue-hop (?). Vamos ver se consigo me explicar melhor.

Existe uma nítida, inevitável e forte influência da Nação Zumbi. No entanto, o som do Mombojó é bem mais suave e calmo, tendendo para o trip-hop. Scratchs e rimas são encontrados em algumas músicas. A flauta, por ser um instrumento pouco usado nesse tipo de som, surpreende o ouvinte.

O efeito usado no vocal e a bateria de repicada estilo Caleidoscópio (eu não sabia, mas o Google me informou que esse é o nome da banda que toca aquela “rolei na areia e fiquei louca”- socorro) me deixam apreensiva por se tratar de uma moda. E modas, quando passam, inevitavelmente se tornam barangas. Fico imaginando esse disco sendo escutado daqui a duas décadas.

O nome do álbum, Nadadenovo, me chamou atenção. Realmente eles lançaram mão de ingredientes já muito conhecidos, mas o resultado soa bastante novo. No fim das contas fizeram um disco moderno, maduro e diferente do que tem rolado no Brasil nos últimos tempos. Um alívio!

É possível baixar o disco inteiro em mp3 no site do Mombojó.