segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

First Impressions of Earth - The Strokes

Quem quiser ler uma versão mais bonita e bem escrita dessa crítica, põe o mouse aqui!

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Então eis que surgem todas as músicas do novo disco dos Strokes que será lançado em janeiro. Já estava ansiosa para saber se First Impressions of Earth seria mais uma continuação de Is This It, como foi Room of fire, ou se algo completamente novo apareceria. Nem um nem outro, tanto um quanto outro.

O novo álbum é certamente o mais bem cuidado dos três. Cada músico evoluiu muito com seu respectivo instrumento. Arranjos mais extravagantes e inventivos podem ser encontrados em várias faixas. O som está mais limpo, bem tratado e trabalhado.

Quase não se ouve o típico efeito no vocal que caracterizou a banda. A bateria de Fabricio Moretti está mais criativa do que no passado e chega a surpreender em faixas como Ize of the World e Heart in a Cage, duas ótimas candidatas a novo single. Nikolai Fraiture mantém o baixo bem básico. Suas melodias incríveis, que tinham participações importantíssimas nos discos anteriores, surgem agora em poucos momentos, como no refrão de Razorblade e Fear of Sleep. As guitarras continuam as mesmas, sempre aparecendo muito, algumas vezes acompanhando o vocal, outras fazendo "segunda voz" uma da outra. A novidade é que em algumas faixas elas estão mais pesadas e constantes, fazendo um papel mais de guitarra-base do que melódico. Fazem uma participação excelente em Red Light, juntamente com o baixo.

Faixas que merecem destaque são a primeira música de trabalho Juicebox, a super charmosa You only live once, e a cativante Ize of the World. Hawaii é uma música que foi tocada no Tim Festival Rio, mas que não entrou no disco.

Em First Impressions existe uma alternância entre músicas emocionantes, no melhor estilo Strokes e outras um tanto quanto chatas e monótonas. Algumas são tão monótonas que chegam a se tornar maçantes e irritantes como 15 Minutes e Killing Lies. Essas músicas têm em comum a falta de suspense e pontes características, que são sensacionais em Reptilia e Barely Legal por exemplo. São também muito repetitivas como Ask Me Anything, em que a frase I´ve got nothing to say é repetida até a exaustão. Nessas canções falta expectativa e explosão. Falta dinâmica.

O grupo dessa vez escolheu dar mais atenção aos detalhes, mas acabou esquecendo de se preocupar em como soaram as canções como um todo. Muitas vezes o resultado foi decepcionante.