terça-feira, 22 de novembro de 2005

Internet, propaganda e festival

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O negócio é altamente viciador. Qualquer migalha de tempo livre que tenho, gasto nisso. Estou falando da nova campanha da Virgin, “Do you see music”. Pra quem ainda não viu, vá lá conferir agora. No site VirginDigital.com você encontra um vídeo e uma imagem cheios de trocadilhos visuais com nomes de músicas e de bandas/artistas respectivamente. Dos dois, o mais bacana é a imagem com nomes de bandas. Para quem mora nos Estados Unidos rolam prêmios excelentes pra quem descobrir mais bandas. Segundo a lista, é possível encontrar 74 nomes mas eu cheguei a apenas pouco mais de trinta. Como todo mundo que trabalha perto de mim viciou também, agora já sei quase todas, virei especialista.

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Outra coisa maravilhosa que descobri ultimamente é o Evil Lyrics. Funciona assim: você baixa o programa aqui, escolhe qual programa de música você usa (iTunes, Media Player, etc), coloca uma música pra tocar e o programa te dá a letra imediatamente. Simples assim. Ah, tem também uns esquemas de karaokê, mas útil mesmo é a busca de letras.

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Para esquentar para o Claro que é Rock....

"These were not normal guys from normal families - you're talking about freaks"
Michele Vlasimsky, Flaming Lips manager 1986-1990

"We're just normal guys trying to make interesting music"
Wayne Coyne, head Flaming Lip, 2001

Flaming Lips surgiu em 1983. Desde então lançou 11 discos e se tornou uma banda de grande importância na cena indie mundial.

Atualmente, Lips é uma banda de 3 integrantes: Wayne Coyne (líder, cabeça pensante da banda), Michael Ivins (baixo, teclado, engenheiro de som, “dispositivos”) e Steven Drozd (bateria, teclado e guitarra de 91 a 96, e quase todos os instrumentos a partir de 97).

O último disco de músicas inéditas, Yoshimi Battles the Pink Robbots foi lançado em 2002 e é bastante emotivo, singelo, cuidadoso.

As melodias são bonitas e às vezes ingênuas, o que não é exatamente uma coisa ruim. Vide música-título parte1, cuja ingenuidade a transforma numa música extremamente charmosa e divertida.

A melodia do vocal da música de abertura, “Fight Test”, lembra em muitos momentos a de “Father and Son” do Cat Stevens, que é sensacional ao seu modo. O upgrade de “Fight Test” vem nos arranjos e efeitos sonoros.

Outra música que merece destaque é “Do you realize” cujos versos são de encher os olhos de lágrimas. Ela pode ser facilmente inserida numa rodinha de violão, boa de cantar junto, cheia de ô-ô-ôs, mudança de tom pra aumentar a emoção.

É possível escutar o disco integralmente no completíssimo site oficial da banda que segue a direção de arte do último disco e é, portanto de extremo bom gosto.

Não é só a música que transforma o show do FL em um verdadeiro espetáculo. A banda gosta de um mis-en-scene e costuma vestir fantasias de bichos de pelúcia e de dar passeios sobre o público em uma bolha gigante. Além disso, são os próprios músicos que editam os vídeos projetados no telão durante o show. Brian Molko do Placebo foi quem indicou os Flaming Lips para o CQÉR e disse que esse era "o melhor show que já vi na vida. É como ir numa festa de aniversário de criança viajando de ácido!". Eu, hein.

Espero que, com tanta performance, sobre tempo para que Wayne Coyne e banda também toquem suas belas músicas.